Sou confusa, sou bagunça. Sou a casa desarrumada, sou a roupa no varal, sou o cd arranhado que não querem mais ouvir, sou o mendigo na rua a procura de moedas e quem sabe achar uma vida, sou a bagunça de ser ordem. Sou o clichê em um corpo não habitado. Quero ser bagunça com você, te deixo cuidar de mim e colocar as roupas em ordem.
Dançar de rosto colado, pegar na mão à meia-luz, desenhar com a ponta dos dedos cada um dos teus traços, ficar de olho molhado só de te ver, te expulsar de casa e te pedir pra voltar.
Eu queria ter um namorado. Queria que ele morasse dentro do armário pendurado em um cabide. Sempre que me desse vontade, eu poderia tirar ele lá de dentro, e ele me olharia que nem os meninos fazem nos filmes, como se eu fosse linda.
Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz, você precisa aprender a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.